Reflexão do Livro Cinza
Temíamos que, se algum dia nos revelássemos como realmente éramos, seríamos certamente rejeitados.
Gray Book, p. 44 (Step Five, Lines 14-15)
A maioria de nós chegou ao Narcóticos Anônimos com baixa autoestima, alguns de nós com quase nenhuma. Usar drogas era nossa solução para os sentimentos que tínhamos sobre nós mesmos. Sentimentos de inutilidade e de não se encaixar aconteceram conosco anos antes de começarmos a usar.
Usar drogas parecia oferecer algum alívio; ajudava a mascarar nossos sentimentos sobre nós mesmos e sobre os outros. Mal sabíamos que, quando enterrávamos nossos sentimentos, os enterrávamos vivos. Quando as drogas pararam de funcionar, usávamos mais para encobrir as pessoas abaladas e assustadas que realmente éramos. Rejeitávamos a nós mesmos e pensávamos que seríamos rejeitados pelos outros se realmente nos conhecessem.
Para nós, o isolamento tornou-se nosso modo de vida; sentíamos que estávamos completamente sozinhos. Depois de chegar ao Narcóticos Anônimos e ouvir as experiências dos outros, começamos a nos identificar. Começamos a sentir esperança e a nos sentir parte de algo.
Começamos a ter empatia pelos outros. Os membros que estavam aqui antes de nós nos amaram incondicionalmente, até aprendermos a amar a nós mesmos. Ao praticarmos os princípios espirituais contidos nos Passos com nossos padrinhos e o Deus de nosso entendimento, aprendemos a autoaceitação e aprendemos a amar a nós mesmos.
Depois de fazer o Quinto Passo com outro ser humano, começamos a perder o medo de que os outros nos conhecessem como realmente éramos. Começamos a desenvolver compaixão pelos outros e a aceitá-los onde estavam. Aprendemos sobre riscos saudáveis. Aprendemos que até mesmo uma tartaruga precisa esticar o pescoço para fazer algum progresso.
Hoje, na Irmandade, não estamos sozinhos.
N.A. também pode significar Nunca Sozinho.
Através da autoaceitação, paramos de nos rejeitar. Também perderemos o medo de ser rejeitados pelos outros.